A arquitectura está na acção humana da eleição do lugar, isto é, quais as possibilidades de marcar e como marcar?
Um exemplo é A Crossing Line do escultor Richard Long
Outro exemplo é a cidade de Veneza
Podemos delinear os limites, onde a ilha é uma marca no mar. Assim, pode-se dizer que o homem chega até um limite, porque constrói até à linha da água.
É um exemplo de como o homem marca o carácter de situação até à linha da água, enquanto que, noutras ilhas as construções estão para trás do limite da água.
Exemplo da “área de descanso” nos Pirenéus de Battle-Roig 1991-94
Que consistia na colocação de uma série de muros num lugar montanhoso, cujos muros abertos (relação interior - exterior/dentro - fora) marcam a arquitectura sobre o entorno.
Exemplo do Chandigarh de Le Corbusier 1953-63
O edifício marca todo o recinto pela colocação de pedras que fazem a divisão e criam a percepção da área que de intervenção sobre o entorno. Assim se faz o estabelecimento uma percepção do interior com o interior.
Exemplo do Edifício Polivalente em Teruel (Espanha) de Tuñon-Mansilla 2001
Ideia de deixar uma “pegada” no lugar. É uma marca para afirmar que Teruel (cidade) existe e quase se pode ver do céu. E a sua cobertura é a marca para que seja vista, funcionando como uma quinta fachada.
Então, quanto maior o edifício, mais reconhecível devem ser as”pegadas” no território e não na própria arquitectura.
Exemplo do Complexo Desportivo Grand Slam em Madrid de Tuñon-Mansilla 2002
É um pavilhão com uma série de funções.
Procura estabelecer uma ligação entre o interior/exterior. Que tal como no Edifício Polivalente em Teruel, o pavilhão funciona como que uma marca sobre o lugar.
Exemplo da Muralha Romana na Escócia
Exemplo do Templo de Sakara no Egipto
Existe uma tentativa de separar o mundo divino do mundo dos humanos. É estabelecida a divisão das qualidades do mundo dos deuses que se situava no interior da muralha e das qualidades do mundo dos humanos situada no seu exterior.
Exemplo do Templo de Hatshepsut no Egipto
Exemplo “Ha - Ha” Royal Crescente em Bath na Inglaterra
Existia um muro de separação real (muro de separação) que dividia a zona dos animais para que não passassem para a parte das habitações.
Exemplo da Catedral de Chartres
Limite como elemento configurador de espaço. Onde existe uma ideia de labirinto, através de um desenho no chão da Catedral como fim de percurso de uma peregrinação do que acontece no labirinto e o que acontece fora dele.
Exemplo de Hampton Court
Existe um labirinto nos jardins, junto ao Palácio de Hampton Court, que tal como no exemplo anterior é criado um limite no que acontece dentro e fora do labirinto.
3. Caminho como separador de lugares
Caminho que não só cria uma separação entre dois lugares como também faz uma união entre outros dois lugares.
Exemplo da Via Apia
Exemplo Muralha da China
Exemplo da Avenida dos Carneiros em Karnak
União entre o exterior/interior do templo relacionada com as estátuas colocadas ao longo do caminho, apesar da qualidade exterior estar separada da qualidade interior.
Exemplo da Cidade Romana de Gerasa na Jordânia
Colunas existentes ao longo do caminho para definir a qualidade do espaço exterior.
4.Caminho como gerador de espaço arquitectónico
Exemplo da Urbanização do Rio de Janeiro de Le Corbusier 1920
O caminho não tem o sentido de unir dois lugares nem de separar outros dois lugares, mas sim o caminho como espaço arquitectónico.
O bloco pensado é como que se fosse uma estrada (união entre dois lugares).
A cobertura do bloco é a auto-estrada ao longo da costa e as habitações estão por baixo. Existe uma conexão real entre as habitações e o caminho. Existe a ideia de que o caminho gera o espaço arquitectónico.
Exemplo Parkhouse em Amesterdão do grupo NL Architects 1996
O caminho do parque é o próprio edifício. Ideia de relacionamento do automóvel com a cidade e com o próprio interior do edifício.
Assim, a cobertura é o parque e o que está por baixo é a zona do centro comercial.
5.Trama (ortogonal idade como organização reticular)
Exemplo da Cidade de Mileto
Ideia da trama sem ter em conta as topografias do terreno, sendo limitada por um “limite natural”. Existindo assim uma relação com o entorno, onde a ortogonalidade é a ideia de extensão sem limites sobre um território.
Exemplo da Cidade do México
Não existe propriamente um eixo central dominante, a trama faz-se nos dois sentidos, organizando-se assim a cidade em quarteirões.
6.Intersecção
Exemplo da Piazza di Popolo em Roma
Existe um obelisco que está situado na intersecção de várias vias, sendo assim, o ponto de intersecção é o elemento e não o próprio caminho.
Exemplo de San Carlino Alle Quattro Fontane em Roma
Igreja que está na intersecção das duas ruas. Assim, em todas as esquinas contêm uma fonte.
7.Encruzilhada (como organizadora de espaços)
Exemplo “Boogie-Woogie” de Piet Mondrian 1942
As cores estão superiores a uma trama branca. Assim, a encruzilhada é a intersecção onde existe uma hierarquia entre dois caminhos (sobrepostos um ao outro).
Exemplo do Plan Cerdá em Barcelona
Exemplo do Plan Cerdá em Barcelona
A trama, visível na imagem, cria uma ampliação, e um eixo diagonal corta a trama ortogonal e estabelece uma sobreposição da trama.
Exemplo do Plano Urbano Check Point Charlie em Berlim de Peter Eisenman 1981-85
São estabelecidas intersecções espaciais onde existem hierarquias de tramas devido a edifícios que já existiam antes no local, onde são acrescentadas mais tramas sobrepostas que se encontram a diferentes níveis.
Exemplo do Centro de Artes Visuais e Biblioteca da Universidade de Ohio de Peter Eisenman 1983-89
Tal como no exemplo anterior, existe uma trama de um edifício já existente onde foram deixadas as “torres” que são visíveis na imagem, e posteriormente foram seccionadas pela trama que atravessa todo o edifício diagonalmente a este, criando assim uma sobreposição de tramas.
O facto de marcar o lugar é uma maneira de dar qualidade a esse lugar.


























