1º Construímos um lugar (cidade)
2º Construímos edifícios
Características para que as cidades possam ser implantadas num lugar
1.topografia (cidades medievais eram colocadas no topo para defesas);
2.defesas e comunicação (linhas de comunicação que já existiam);
3.água (define a própria forma da cidade).

Existem tramas que definem as características para a construção da cidade, de acordo com as características de implantação de uma cidade.

Ruína como marco estético do projecto. É trabalhado/recuperado o entorno do edifício e não o próprio edifício que é deixado em ruínas.
Assim, existe uma intenção sobre o lugar, mas mantém-se a ideia de ruína.
Estratégia no território
1.Princípio de Artisticidade

O projecto tem que responder a necessidade/função prévia determinada, tem ainda que submeter-se às características do lugar onde foi colocado (o controlo de tráfego).
O objectivo prévio que antes era responder às funções do local, agora, através de um diálogo lugar – edifício torna-se artístico de acordo com o lugar.
2.Princípio de Sobreposição

As marcas que são feitas no presente, no futuro são marcas antigas. Houve a reconstrução de um edifício (marca falsa) para dar uma categoria estética do lugar. Existindo assim uma sobreposição de marcas.

Na história do filme, há um robô com aparência de pessoa, mas sem memória (marca). Existe assim, uma colocação de memórias falsas no robô para que este entenda as coisas, os sentimentos, etc.
Exemplo do Museu Universitário de Arte em Long Beach de Peter Eisenman 1986
Exemplo do Museu Universitário de Arte em Long Beach de Peter Eisenman 1986
Existe uma sobreposição de pegadas:
No presente;
No passado;
E no futuro.
No passado, o lugar onde se vai construir o projecto (quinta onde se extraia o petróleo).
No presente, uma trama feita do lugar, característica do campus universitarius (local de construção da universidade).
E no futuro, se a cidade fosse coberta com areia, existia a descoberta daquilo que tinha sido projectado. Que faria a criação de patamares como uma escavação arqueológica daquilo que foi construído. Assim resultaria de uma pegada do edifício sobre o lugar, como resultado de uma falsa topografia para dar ideia do que existia no passado.

Sobrepõe três marcas a diferentes escalas, para isso usa a história do livro de Romeo e Julieta para aplicar as marcas no terreno.
1ª Cena: junto à varanda de Julieta (existe uma separação dos dois elementos);
2ª Cena: na igreja (casamento – união);
3ª Cena: no cemitério (separação de novos dos dois elementos, mas que acabam por ficar juntos).
Assim, sobrepõe três tramas diferentes:
1º Cria um cardos e decumanus sobre o lugar (separa a cidade em quatro);
2º Sobrepõe a ideia de união (trama ortogonal que liga o edifício);
3º Cria um rio que une, mas que separa os dois projectos.

Sobreposição formal de elementos arquitectónicos e de tramas urbanos.
Desta vez, as pegadas não são históricas mas sim do que existe, assim observa-se a recuperação de um antigo palácio que já lá existia no local. É levada a trama da cidade a fazer parte do edifício e sobrepõe-se à trama do campus que fazem um ângulo aproximadamente de 12 º. Assim, existe uma sobreposição com os elementos que já existiam no lugar.
3.Princípio de Ancoragem
Nova ideia de ligação arquitectura – lugar.
“O projecto não está desligado do lugar, mas sim, o projecto nasce das características históricas e culturais do lugar.”
Steven Holl
Exemplo “Edge of a City” em Phoenix de Steven Holl 1989

A arquitectura está limitada à situação. Pois, existe uma percepção do limite da cidade com o deserto. E para isso são criadas estruturas que fazem esta divisão entre a cidade e o deserto.
Exemplo dos edifícios na periferia de Cleveland de Steven Holl 1989
Existe uma tentativa de conexão do campo com a cidade. O rio vai ser o “ponto” de intersecção entre os dois lugares.
Assim, existe uma conexão experimental, uma ligação poética entre a arquitectura e o sítio, precisamente no sítio onde os dois se encontram.

Mostra o limite das duas partes (cidade/campo). É criado o momento de ligação poético entre os dois elementos que é a arquitectura (cidade) e o local (campo), que é o canal Erie, tornando este mais funcional.
4.Princípio de Temporalidade

O edifício toma uma relação com o lugar, onde o lugar está a ser modificado ao longo do tempo. Ideia que edifício está a cair de acordo com o terreno.
Então, está assim criado um processo que está inacabado, que pode continuar com o tempo.
Exemplo: o limite da água do mar e da areia. Não existe um lugar próprio, pois este está a ser mudado constantemente.
*Conceito de Lugar de Platão
O lugar não tem materialização, ou seja, é o limite entre as duas realidades representadas, a linha que separa o contentor e não o conteúdo, por isso, nos dois exemplos o lugar é o mesmo, o contentor é que é diferente.

É como que a ampliação de um projecto que não estaria acabado, onde retira pedaços do edifício como que se ainda estivesse em construção. É, um lugar com uma série de acontecimentos temporais.